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7241- Jd. Colombo-Pça. Ramos
Eu estava voltando da minha consulta no Instituto do Sono meio triunfante. O médico tinha dite que eu nunca vou conseguir dormir às 22h e isso é culpa da genética. Logo minha genitora não poderia mais reclamar que eu não durmo de madrugada. Sentei no ônibus e comecei a ouvir conversa alheia.
Um carinha reclama em como o Jd. Colombo é uma bosta, demora para passar e é lerdo tão lerdo quanto jabuti. E eu rindo e pensando, é que você não viu o Vila Sônia..
De repente, o cara vira para mim: OIIIIIIIIIIIIII!!!!!! Eu com cara de tacho: An.. oi. ELE: Nossa.. quanto tempo, né?? EU: (pensando: de onde é que eu conheço esse cara... por favor não me pergunta se eu lembro de você, não me pergunta se eu lembro de você...)É mesmo. ELE: Que bom te ver.. Fiquei feliz em te ver... EU: (pensando: Quem raios é você, criatura?) É.. eu também.
Aí ele virou pro lado e disse para mulher com quem ele estava conversando que eu era a companheira de ônibus dele. (Boa. Isso já reduz as possibilidades de quem é esse sujeito. Tem quase dois anos que eu pegava esse ônibus todo dia... Com quem eu conversava mesmo? Ele, obviamente, não era a Natália. E nem o bonitão que lia livros de cálculo. Caramba, eu quase sempre estava dormindo!)
ELE: Ainda está estudando? EU: Tô ELE: Falta muito ainda? EU: 1 ano. (huahuahauhauhaua... eu estava tão atordoada que menti na maior cara de pau e nem me dei conta... Faltam 3 anos!)
Eu estava com tanta vergonha, mas com tanta vergonha... Eu não sabia o que fazer. (E agora, pergunto da vida dele e tento descobrir alguma coisa?) Enquanto ele falava alguma outra coisa, ele me pegava pelo braço. Eu ia me lembrar disso. Eu odeio que me cutuquem! (E se ele for um doido? E se ele nunca me viu na vida e está tirando um sarro? Cadê as câmeras? É pegadinha, né? E se ele for um seqüestrador, colhendo dados para saber se eu sou seqüestrável?) Eu sorri mais umas duas vezes para ele, virei pro lado e fingi que eu estava dormindo. Eu fiquei acordada, com os olhos fechados por 40 minutos! Então ele me acordou para se despedir...
ELE: Eu vou descer.. Até a próxima vez. EU: Tchau! (pensando: da próxima vez eu com certeza vou lembrar de você! O doido que eu não tenho a mínima idéia de quem possa ser)
Escrito por Fabi às 00h17
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Cachorros
Eu ganhei a minha primeira cachorra com uns 18 anos. Até então, eu só tinha tido um peixe beta que se suicidou pulando do sexto andar. Mas rolou um stress que ela não podia ficar aqui em casa, porque eu moro em apartamento, e meu pai é contra cachorros em apartamento, e ela foi parar na casa da minha vó e morreu. Isso é a história bem resumida, porque contar que a minha mãe ia visitá-la TODO fim de semana e que ela morreu envenenada ia dar trabalho... Isso foi bem traumático, foi a minha primeira cachora, todo mundo gostava demais dela e aí um dia ela é envenenada. E ela começou uma onda cachorreira na família... Minha vó, que tinha desistido de cachorro, arrumou mais dois e minha tia um. E eu nem ligava para eles. A cachorra da minha tia porque é chata, a da minha vó porque faz xixi no pé alheio e o cachorro por implicância pura. Então, no dia das crianças eu ganhei uma cachorra, a Madonna. E minha irmã ganhou outra, a Latoya. E eu bem que tentei não gostar muito delas, e enquanto eu estava longe tava fácil... Mas é impossível meu coração de manteiga não derreter com essas duas criaturinhas lambendo meu pé. Agora, minha principal atividade nas férias é cuidar de cachorro. E eu nem estou reclamando muito, olha só...
Escrito por Fabi às 14h24
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Acidente do Metrô
Esse
desabamento nas obras do metrô me assustou para caramba. Por umas questões
meio idiotas até... Na verdade, metrô é uma coisa que me assusta desde o dia que
eu fiquei presa em um, sem luz, no meio do túnel. E olha que deve ter durado só
uns dois minutos, no máximo.
Eu também estava no metrô um dia que uma mulher
resolveu se suicidar. Ai que eu tenho horror a cair no trilho, ficar com o pé
preso no vão, ficar presa na porta, dormir e ir parar no pátio e todas essas
neuroses. Mas eu me convenço que metrô é muito mais eficiente e finjo que não
deu bola para essas coisas... Tem um tempo, eu ouvi uma conversa do carinha
da farmácia com uma cliente, que eles iam desabilitar o passa-rápido da avenida,
porque o trânsito ia ficar muito pesado e blábláblá e tinha risco de acidente...
Eu pirei, claro. Eu sou bem neurótica. Meu pai falou que eu era catastrófica
e que as chances eram pequenas de desmoronar o asfalto. E falou algo sobre as
tecnolgias da engenharia. Aí eu desencanei e fiquei bem feliz de ter metrô há
dez minutos de casa. Aí acontece isso. E esse acidente relativamente perto
da minha casa. Apesar de eu ter ficado horas tentando descobrir em que ponto
entre a Cidade Universitária e o Largo da Batata era aquilo lá.
Escrito por Fabi às 01h15
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Resoluções para 2007
- Terminar de arrumar esse layout e ser menos relapsa
com o blog - Dar um jeito no meu cabelo - Emagrecer - Parar de me
entupir de refrigerante - Ser menos tímida - Voltar para terapia - Ser
mais organizada - Parar de fugir de médicos - Terminar essa lista de
resoluções antes de fevereiro
Escrito por Fabi às 02h42
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